
Na imensidão dos rios XINGU e IRIRÍ, com seus
incontáveis braços, canais e lagoas, peixe é o
que mais tem na região, e a característica mais
marcante da pescaria no município de Altamira,
é a incrível fartura das espécies. CONFIRA ABAIXO
AS PRINCIPAIS ESPÉCIES:
BICUDA

Nome
popular: bicuda, caibro
Nome
científico: Boulengerella spp
Família:
Ctenoluciidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição:
peixe de escamas. Corpo alongado e roliço; boca
pontuda e bastante dura, o que dificulta a fisgada;
nadadeira dorsal localizada na metade posterior
do corpo. O padrão de coloração varia de espécie
para espécie, sendo que B.ocellata apresenta um
ocelo na base da nadadeira caudal. Os maiores
exemplares podem atingir cerca de 1m de comprimento
e 6kg de peso.
Ecologia:
peixes pelágicos (superfície e meia água), encontrados
ao longo da beira dos rios, boca de igarapés e
lagos, em áreas de pouca correnteza. Não formam
grandes cardumes e não fazem migrações de desova.
B. ocellata é uma espécie piscívora e extremamente
voraz. É altamente esportiva, pois salta muitas
vezes fora d'água antes de se entregar, mas não
tem importância comercial.
CACHORRA,
PIRANDIRÁ

Nome
popular: cachorra
Nome
científico: Hydrolycus scomberoides e Raphiodon
vulpinus
Família:
Cynodontidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins
(Hydrolycus scomberoides e Raphiodon vulpinus)
e do Prata/Pantanal (Raphiodon vulpinus).
Descrição:
peixes com escamas diminutas. Coloração prateada;
boca oblíqua; nadadeiras peitorais grandes; corpo
alongado e comprimido lateralmente, sendo que
H. scomberoides é mais alto e possui uma mancha
preta arredondada atrás do opérculo. As duas espécies
são conhecidas como cachorra por causa da presença
de um par de presas na mandíbula. Esses dentes
caninos são tão grandes que a parte superior da
cabeça possui dois buracos para acomodá-los quando
a boca está fechada. Essas espécies podem alcançar
mais de 50cm de comprimento.
Ecologia:
peixes de meia água, ocorrendo nos canais e praias
dos rios, lagos e na mata inundada. São piscívoros
que atacam presas relativamente grandes, às vezes
atingindo cerca de 40% a 50% do comprimento do
predador. Migram grandes distâncias para reprodução.
Não são importantes comercialmente.
CURIMBATÁ,
CURIMATÁ

Peixe muito saboroso, mas muito difícil
de se pescar com anzol.

Nome popular: mandubé, palmito, fidalgo
Nome
científico: Ageneiosus spp
Família:
Ageneiosidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins
e do Prata.
Descrição:
peixes de couro. Cabeça pequena e olhos grandes.
Raramente ultrapassam 30cm de comprimento e 500g
de peso. A coloração é cinza no dorso, e a cabeça
pouco desenvolvida, apresentando algumas manchas
ovais negras.
Ecologia:
peixes onívoros. Podem ser encontrados em toda
a extensão dos rios, principalmente nas praias
de areia e saídas de corixos e igarapés, onde
podem ser capturados durante o ano todo. Apesar
do tamanho pequeno, como a carne é de excelente
qualidade, têm boa aceitação, principalmente para
subsistência.
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Nome
popular: jaú
Nome
científico: Paulicea lutkeni
Família:
Pimelodidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins,
São Francisco e do Prata. Amplamente distribuído
na América do Sul, mas provavelmente existe mais
de uma espécie recebendo este nome.
Descrição:
peixe de couro, de grande porte (pode alcançar
mais de 1,5m de comprimento e 100kg). O corpo
é grosso e curto; a cabeça grande e achatada.
A coloração varia do pardo esverdeado claro a
escuro no dorso, mas o ventre é branco; os indivíduos
jovens apresentam pintas claras espalhadas pelo
dorso.
Ecologia: espécie piscívora. Vive no canal do
rio, principalmente nos poços das corredeiras,
para onde vai no período de água baixa acompanhando
os cardumes de Characidae (especialmente curimbatá)
que migram rio acima. Na Amazônia não é importante
comercialmente, a carne é considerada "remosa",
mas é apreciado no Sudeste do Brasil. A pressão
de pesca pelos frigoríficos que exportam filé
de jaú é muito grande e tem sido responsável pela
queda da captura da espécie na Amazônia.
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MANDI

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Nome
popular: matrinxã
Nome
científico: Brycon spp
Família:
Characidae
Distribuição Geográfica: bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição: peixes de escamas. A coloração é cinza
prata uniforme, com uma mancha escura arredondada
na região humeral e nadadeiras alaranjadas, exceto
a nadadeira caudal que é geralmente cinza escuro.
Os dentes são fortes e multicuspidados, com várias
fileiras na maxila superior. A matrinxã é menor,
raramente ultrapassando 80cm e 5kg. Já a jatuarana
pode chegar a quase 1m de comprimento e 8kg.
Ecologia:
espécies onívoras, alimentam-se de frutos, sementes,
insetos e eventualmente de pequenos peixes. Realizam
migrações reprodutivas e tróficas. No início da
enchente, formam grandes cardumes para a desova.
São muito importantes comercialmente e encontram-se
entre os peixes de escama mais esportivos da Amazônia.
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PACU
DE SERINGA

Nome
popular: pacu
Nome
científico: Piaractus
mesopotamicus (pacu - bacia do Prata) Piaractus
brachypomus (pirapitinga - bacia amazônica; caranha
- bacia Araguaia-Tocantins).
Família:
Characidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins
e do Prata.
Descrição:
peixes de escamas. Existem várias espécies que
também recebem o nome de pacu (pacu-branco, pacu-comum,
pacu-prata, pacu-borracha, pacu-curupeté etc.).
Tanto o pacu quanto a pirapitinga ou caranha são
espécies de grande porte. A pirapitinga é maior
e chega a alcançar 80cm de comprimento e 20kg,
embora não seja muito comum encontrar exemplares
desse porte. São
espécies muito semelhantes, com o corpo de forma
romboidal, alto e comprimido lateralmente; a coloração
é cinza arroxeada uniforme nos adultos e cinza
com manchas alaranjadas nos jovens; os dentes
são tipo molariformes.
Ecologia: espécies onívoras com tendência a herbívoras:
alimentam-se de fruto/sementes, folhas, algas
e, mais raramente, de peixes, crustáceos e moluscos.
É comum capturá-las debaixo de árvores quando
os frutos/sementes caem na água. Ficam nos rios
durante a época seca e entram nos lagos/lagoas
e matas inundadas durante as cheias. São considerados
peixes bastante esportivos, principalmente o pacu
do Pantanal, além de serem muito importantes comercialmente.
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PESCADA

Nome popular: pescada,
corvina
Nome científico: Plagioscion
spp
Família: Sciaenidae
Distribuição Geográfica:
bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Introduzida
e bem sucedida nos reservatórios da bacia do Prata
e do São Francisco e nos açudes do Nordeste.
Descrição: a família
é principalmente marinha, mas possui vários representantes
na água doce, sendo o gênero Plagioscion o mais
comum. Peixes de escamas; coloração prata azulada;
boca oblíqua, com um grande número de dentes recurvados
e pontiagudos. Possui dentes na faringe e a parte
anterior dos arcos branquiais apresenta projeções
afiadas com a margem interna denteada. Alcança
mais de 50cm de comprimento.
Ecologia: espécies
de fundo e meia água, sedentária, que forma grandes
cardumes na porção central de lagos, lagoas e
reservatórios. Alimenta-se de peixes e camarões.
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PIAU
FLAMENGO

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PINTADO

Nome
popular: pintado
Nome científico: Pseudoplatystoma fasciatum (surubim,
bacia amazônica; cachara, Pantanal; sorubim, rio
Paraná) P. tigrinum (caparari, bacia amazônica)
P. corruscans (pintado, bacia do Paraná; surubim,
bacia do São Francisco)
Família:
Pimelodidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins,
do Prata (incluindo Pantanal) e São Francisco.
Descrição:
peixe de couro. Corpo alongado e roliço; cabeça
grande e achatada. As três espécies são semelhantes,
mas podem ser reconhecidas, principalmente, pelo
padrão de manchas. A coloração do dorso é acinzentada
com manchas pretas, e o ventre é branco. No Pseudoplatystoma
fasciatum as manchas são faixas verticais com
pintas na parte ventral; no P. tigrinum as faixas
também são verticais, mas mais irregulares; enquanto
no P. coruscans, pintas cobrem todo o corpo. O
caparari também diferencia-se do surubim por apresentar
um estreitamento da cabeça. Podem alcançar mais
de 1m de comprimento e 20kg.
Ecologia:
Estas espécies ocorrem em vários tipos de hábitats,
como, matas inundadas, lagos, canal dos rios,
praias e ilhas de plantas aquáticas (matupás).
São espécies piscívoras e realizam migrações de
desova rio acima durante a seca ou início das
chuvas. Todas as espécies são importantes na pesca
comercial e esportiva.
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PIRANHA
CAJÚ /PRETA

Nome
popular: piranha-caju
Nome
científico: Pygocentrus natterery (piranha-caju),
Serrasalmus rhombeus (piranha-preta).
Família:
Characidae Distribuição Geográfica: bacias amazônica,
Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata, açudes
do Nordeste (onde foram introduzidas).
Descrição:
peixes de escamas. Existem muitas espécies de
piranha, e a forma do corpo e a coloração variam
em cada espécie. Em geral, a forma do corpo é
ovalada, a mandíbula é saliente e os dentes são
afiados. A piranha-caju ou vermelha possui o focinho
mais rombudo deste grupo, a mandíbula mais forte
e os dentes mais afiados. Alcança cerca de 30cm
de comprimento. Já a piranha preta chega a 40cm,
sendo a maior piranha da Amazônia.
Ecologia: as piranhas pertencem a um grupo bem
variado de peixes, sendo que a maior diversidade
ocorre na Amazônia, com pelo menos 20 espécies.
A piranha-caju é a espécie mais comum. Ocorre
nos lagos e lagoas de águas barrentas e vive em
cardumes de 12 ou até mais de 100 indivíduos.
A piranha preta ocorre em rios de águas pretas
e claras e os indivíduos são solitários. Em algumas
regiões, as piranhas são apreciadas como alimento,
principalmente para fazer o famoso caldo de piranha,
considerado afrodisíaco.
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PIRARARA

Nome popular: pirarara
Nome científico:
Phractocephalus hemiliopterus
Família: Pimelodidae
Distribuição Geográfica: bacias amazônica e Araguaia-Tocantins.
Descrição: peixe
de couro, de grande porte. È caracterizado pela
cabeça enorme, fortemente ossificada, com uma
placa óssea pré-dorsal. É um dos peixes de couro
mais coloridos da Amazônia. Sua coloração é muito
bonita, sendo o dorso castanho esverdeado, o meio
do corpo amarelado e o ventre esbranquiçado. As
nadadeiras dorsal e caudal são alaranjadas. Pode
chegar a mais de 1m de comprimento e mais de 50kg.
Ecologia: ocorre no
canal dos rios , várzeas e igapós, inclusive nos
tributários de águas pretas e claras, alcançando
as cabeceiras e parte do estuário do Amazonas.
Alimenta-se de peixes, frutos e caranguejos.Tem
a reputação de atacar seres humanos, principalmente
crianças.
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TRAÍRA

Nome
popular: traíra
Nome
científico: Hoplias malabaricus
Família: Erythrynidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins,
São Francisco, do Prata, Sul-Sudeste e Nordeste.
Descrição: peixe de escamas. O corpo é cilíndrico;
a boca é grande e os dentes são do tipo caninos,
bastante afiados; os olhos são grandes; e as nadadeiras
são arredondadas, exceto a dorsal. A cor é marrom
ou preta manchada de cinza. Chegam a alcançar
cerca de 60cm de comprimento e 3kg.
Ecologia: predador voraz, solitário, que pode
ser encontrado em águas paradas, lagos, lagoas,
brejos, matas inundadas, e em córregos e igarapés,
geralmente entre as plantas aquáticas, onde fica
a espreita de presas como peixes, sapos e insetos.
É mais ativo durante a noite. Apesar do excesso
de espinhas, em alguma regiões é bastante apreciado
como alimento.
TRAIRÃO

Nome
popular: traírão
Nome
científico: Hoplias lacerdae
Família:
Erythrynidae
Distribuição
Geográfica: bacias amazônica, Araguaia-Tocantins
(regiões periféricas das bacias) e do Prata (alto
Paraguai).
Descrição: peixe de escamas; pode atingir 20kg
e mais de 1m de comprimento, mas exemplares desse
porte são difíceis de encontrar. A coloração é
quase negra no dorso, os flancos são acinzentados
e o ventre esbranquiçado
Ecologia: espécie piscívora, muito voraz. Vive
na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas
rasas com vegetação e galhos. Distribuição geográfica:
Bacia Amazônica e rio Ribeira do Iguape (S.P.).
Locais para pesca: Remansos de rio, represas e
lagos. Épocas para pesca: Durante todo ano. Equipamento:
Material de categoria média a pesada, vara com
molinete ou carretilha
.
Linha: 0,50 a 0,80mm. Anzóis: 3/0 a 6/0 (Mustad
ref: 92247 ou 7731-A).Iscas:Naturais: Pequenos
peixes (lambari, cará, sauá) e minhoca. Artificiais:
Colheres, jigs, spinners e plugs de meia-água
(Rapala Original e Magnum Floating, tamanhos 9,
11, 13, 14). Sinônimos: lobó, traíra-açu, traíra-preta.
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